Heráldica

Brasao

O brazão com escudo azul, sol de ouro, em chefe, ramo de acácia, do mesmo, posto em faixa, em campanha, barco saveiro em prata, com linha de água de vermelho, guarnecido de ouro, com olho do mesmo, realçado de negro, navegando em ponta de três peças ondadas de prata e verde esta carregada com um peixe de ouro, realçado de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com legenda a negro: “Costa da Caparica”.

FUNDAMENTAÇÃO

Até ao ano de 1926, quando da sua integração na freguesia da Trafaria, a Costa era apenas mais um lugar da vasta freguesia do Monte da Caparica, a qual incluía entre outras, as povoações da Fonte de Telha, Charneca, Vale Fetal, Sobreda, Banática, Fonte Santa e Porto Brandão.

A história da Costa, no termo de Caparica esteve durante séculos, intimamente ligada às actividades marítimas, repartidas pela pesca artesanal e por uma agricultura de subsistência, implantada em pequenas hortas de terrenos dunares, fertilizados durante gerações durante gerações com espécies piscículas de menor valor comercial e nitritutivo. Tanto quanto foi possível apurar, o povoamento da Costa da Caparica verifica-se no decurso do século XVIII, tendo como origem duas “companhas” de pesca que progressivamente se fixam no lugar, em casebres construídos sobre as dunas e cobertos por juncos e caniços.

Se aos pescadores da “companha” oriunda da região de Ílhavo/Ovar, se ficou a dever a arquitectura dos típicos barcos de pesca denominados por “saveiros” da Costa da caparica, também designados de “meia-lua”, estamos certos que as celebradas hortas das terras da Costa com os seus mimos, e os bosques de acácias que povoam as dunas ao longo do litoral, têm a “mão” da “companha” algarvia que se estabeleceu ao sul do território, peritos no recurso à agricultura como alternativa ou complemento da arte das pescas.

As técnicas de contenção do avanço das dunas por recurso à plantação de acácias é secular, sendo tais práticas assimiladas já no período de ocupação muçulmana no litoral do Algarve, é deste modo que, o bosque de acacial progride na frente de mar do Concelho de Almada, segurando as areias, protegendo a agricultura e pincelando com as suas flores características a paisagem da região atlântica.

Na década de trintado século XX, com o incremento do turismo, Lisboa “descobre” as virtudes de excelência dos areais da Costa da Caparica, a luminosidade radiosa do sol, a limpidez dos céus, a aclmia natural proporcionada pelo clima, a temperatura das águas marinhas, leva a que ao surto dos pioneiros desta zona, dê lugar também a um progressivo desenvolvimento urbanístico, demográfico e comercial, justificando deste modo que a 12 de Fevereiro de 1949 tivesse a Costa da Caparica atingido a sua autonomia administrativa, com a atribuição do título de Freguesia.

A fama da “Praia do Sol”, vai crescendo e com ela, a necessidade das autoridades competentes se debruçaram com atenção em vertentes como a dotação de acessibilidades, saneamento básico, energia, água, infraestruturas hoteleiras, transportes, comércio e outras necessidades básicas, que progressivamente viessem ao encontro das necessidades da população residente e dos milhares de veraneantes que acorrem durante o período estival.