Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade e o uso de cookies ACEITAR

Turismo e Economia

Freguesia litoral onde se localiza toda a frente de praias do Concelho e a maior parte da oferta turística. Os aspectos mais fortes que caracterizam esta freguesia, são o turismo, a pesca e o cultivo. Na verdade, a Costa de Caparica tem historicamente, uma forte ligação ao mar, é uma terra construída por pescadores, inculcada por uma forte cultura e tradição de raízes piscatórias que lhe conferem a sua singular identidade.Mas a par do mar, também as suas terras agrícolas, são férteis e, igualmente, desempenham um papel de grande relevo na Àrea Metropolitana de Lisboa. É na área da agricultura que se encontram os maiores produtores do Concelho, sendo qua a maioria dos produtos aqui colhidos se destinam ao MARL (Mercado Abastecedor Região de Lisboa).


Arte Xávega

Terra onde a pesca artesanal, se faz durante todo o ano, com destaque para a Arte-Xávega, praticada essencialmente nos meses de Março a Novembro, esta é uma Arte ancestral que atrai milhares de curiosos na espera da chegada do seu afamado peixe, sardinha, carapau, cavala, entre outros.


Desportos Náuticos

São as suas belas praias que atraem todos os anos centenas de milhar de visitantes e é também aqui que, cada vez mais, os desportos de mar, com particular destaque para o surf, tem vindo a afirmar-se enquanto desporto e afirmar a Costa de Caparica no circuito nacional, contribuindo também, decivisamente, para o denvolvimento económico da freguesia.


Comércio e Serviços

Na área do comércio e serviços e como oferta turistica existem na freguesia, três hoteis, três pensões, duas surf houses, uma pousada da juventude, para além de oito parques de campismo, restaurantes de boa qualidade gastronómica onde se pode saborear os produtos da freguesia, sendo a caldeirada à pescador dos pratos mais apreciados da região. 


Mata dos Medos

A Mata dos Medos está inserida na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, esculpida pela violência das vagas oceânicas da Era Quaternária e pelo capricho dos vários elementos erosivos, já depois da emersão dos continentes.
Por isso, as riquezas desta reserva botânica são inúmeras e muito apelativas para todas as idades.

O pinheiro manso domina a Mata, mas debaixo das suas copas, identifique dois dos vários arbustos, como a sabina das praias, com os seus bagos vermelhas, e o medronheiro, usado para fazer aguardente e licor. Agora, teste o olfacto, descobrindo o rosmaninho, o tomilho e a salva, por exemplo.
 
A observação da fauna é outro dos passatempos dos amantes da natureza. Com sorte, vai poder admirar o voo sereno da águia de asa redonda, a coruja do mato, o mocho galego e o peneireiro. Mais raras são as visitas do falcão peregrino, açore e águia de bonelli. No chão, procure vestígios da passagem da raposa, dos ouriços-cacheiros, coelhos, ginetes, texugos e répteis.
E não se esqueça: a circulação é exclusivamente pedonal estando limitada aos trilhos já estabelecidos. Esta rede de caminhos é apoiada por oito parques de merendas, equipada com contentores de lixo, assadores e parqueamento informal.

Para conhecer alguns conselhos e obter mapa e percursos vá até ao Centro de Interpretação da Natureza, na estrada para a Fonte da Telha, ao lado da Guarda Fiscal.

Caminho do Museu das Árvores
À saída do portão verde pequeno do CIMM vira-se à esquerda e atravessa-se a estrada florestal. Estando de frente para o parque de merendas, entra-se na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos para norte, pelo caminho da esquerda.
A Mata dos Medos, situada no topo da arriba fóssil, terá sido mandada instalar pelo rei D. João V com o objetivo de evitar o avanço das areias das dunas ou “medos” (lê-se “médos”) para os terrenos agrícolas interiores.
A observação da flora e fauna, a contemplação da estética do lugar, as árvores e os seus contornos, os cheiros e os aromas, os sons, as texturas e as brisas frescas são marcas do Caminho do Museu das Árvores.

Encontrado o primeiro aceiro (i.e. corta fogo) é tempo de admirar a harmonia entre o pinheiro-manso Pinus pinea, a sabina-das-praias Juniperus turbinata, a aroeira Pistacia lentiscus e o espinheiro-negro Rhamnus lycioides ssp. oleoides.
Entre o primeiro e o segundo aceiro exibe-se, do lado direito do caminho, a Árvore Especial, um pinheiro-manso em forma de coração.
Passado o segundo aceiro, os pinos, colocados no solo, indicam a direção até ao Caminho das Artes. Caminha-se para oeste.
 
Caminho das Artes
Este caminho, com marcações a laranja leva-nos ao aceiro, ao longo do qual se exibe alguma da flora mais característica da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos. Dependendo da época do ano, adornam este aceiro, inclinado sobre o mar, a perpétua-das-areias Helichrysum italicum ssp. picardii, o morrião-perene Anagallis monelli, a joina-das-areias Ononis ramosissima, entre outras.

O Caminho das Artes culmina no Lugar dos Sentidos, situado no topo da arriba fóssil, de onde se pode admirar o mar em todo o seu apogeu.
Segue-se para sul, pelo caminho selvagem, até ao parque de merendas da Fonte da Telha. Ao caminhar pelo caminho selvagem a arriba fóssil vai surgindo num perfil de imponência e grandiosidade. Numa mistura de cores ornamentam o caminho o rosmaninho Lavandula luisieri, o fel-da-terra Centaurium erythraea, a roselha-pequena Cistus crispus e o sanganho-mouro Cistus salviifolius.
Caminho do Altinho do Mar
Atravessa-se o parque de merendas da Fonte da Telha, em direção a sul. O altinho do mar situa-se no aceiro. Siga as marcações a azul.

A paisagem, o mar, os aromas, os sons, a arriba fóssil, o ‘jardim de aromáticas’ numa combinação de perpétua-das-areias Helichrysum italicum var. picardii, rosmaninho Lavandula luisieri, camarinha Corema album, tomilho Thymus capitellatus e assembleia-das-areias Iberis ciliata ssp. welwitschii, despertam os sentidos e a curiosidade de qualquer visitante e fazem deste, um lugar muito especial na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos.